Ignorância ou maldade?

Na última semana, os agentes da Secretaria de Trânsito, comandada pelo secretário Almeida, por sua vez apoiado pelo prefeito Volpi e seu pupilo, o vice-prefeito Dedé, resolveram demarcar uma nova área para carga e descarga no início da Rua Olímpia Catta Preta, no Centro Alto, ao lado da Praça José Elias Fernandes, aquela onde foi implantado mais um conjunto dos “singelos” quiosques.

A referida rua, naquele trecho, tem mão única e apenas dois estabelecimentos, um bar que funciona entre 11h e 21h e um açougue, das 8h às 19h, ambos no lado oposto do trecho recentemente demarcado, no lado contrário do antigo. Ou seja: os veículos de entrega que, porventura, utilizem a área podem ficar sem seus trabalhadores, submetidos a uma perigosa travessia com alto risco de atropelamento, já que é uma via em que os motoristas trafegam com rapidez Além disso, com a reserva da área, os clientes dos estabelecimentos da região perderam ao menos cinco das (raras) vagas que há na cidade para estacionar.

Partindo do princípio que o Código de Trânsito estabelece que o gestor responsável pela administração do setor – no nosso caso a Prefeitura – é quem determina, fiscaliza e sinaliza as ruas e praças, é simples de achar o “culpado” por esta determinação que tem gerado indignação na região.

O Brasil conta com legislação boa e moderna, uma das melhores do mundo. Porém, a incompetência e a sanha arrecadatória dos gestores municipais “moldam” o código de forma legalizar ações “imorais”. Um drible, uma interpretação de texto ao bel-prazer com a função única e exclusiva de para arrancar o nosso suado provimento financeiro.

No caso das vagas de carga e descarga, seria justo a determinação de dias e horários para seu funcionamento, de acordo com o ritmo do local de forma a não deixá-las irregulares aos motoristas comuns a qualquer hora do dia ou da noite, os sujeitando a multas indefinidamente. Ou será que alguém acredita que, por exemplo, no dia 31 de dezembro, às 23 horas, alguém irá fazer ou receber uma entrega?

Agora, a pergunta que não quer calar: o prefeito, o vice ou o secretário são ignorantes ou mal-intencionados agindo nas brechas do código de trânsito? De forma alguma nos atreveríamos a chamá-los de ignorantes, pois realmente não o são, mas já como mal-intencionados…

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