Greve de garis no ABC prejudica Ribeirão Pires

Na última segunda-feira, cerca de 1.500 funcionários de empresas responsáveis pela coleta de lixo em seis das sete cidades do Grande ABC entraram em greve. A justificativa dada pelo presidente do Siemaco-ABC (Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Manutenção de Áreas Verdes Públicas e Privadas), Roberto Alves, é de que as empresas foram negligentes nas negociações para o reajuste salarial dos trabalhadores. “A irresponsabilidade das empresas levou a essa decisão. Nós não queríamos entrar em greve, mas desde janeiro estamos negociando o reajuste e eles não estão nos levando a sério”, disse o presidente.

lixo

Cerca de 1.500 prestadores de serviços estão parados em toda região

O valor proposto pelas empresas é de 10% em cima do salário atual dos prestadores de serviço, no entanto o valor do reajuste pedido pelo Sindicato é de 15,38%. “Desde o dia 20 de março não mantemos mais o contato com as empresas da região. Eles pagaram para ver se faríamos mesmo a paralização e acabou que cerca de 50% dos sindicalizados estão parados, isso porque uma liminar na justiça obriga que pelo menos metade dos trabalhadores estejam em atividade”, enfatizou o presidente. O valor atual do salário dos trabalhadores da coleta de lixo, é de R$853,00 para os varredores, R$1.013,00 para os coletores e os motoristas recebem R$1.680,00.

Ainda na tarde de ontem, o Sindicato rejeitou novamente a proposta de 10% feita pelas empresas, o presidente do Sindicato alega que a greve é culpa das empresas. “Sempre que eles querem a greve, vem com essa proposta ridícula. Eles não se importam com o munícipe e, em partes os prefeitos tem culpa porque não cobram as empresas. Prefeito bom é o Rio de Janeiro que deu 36% de aumento para os garis de lá”, detalhou Roberto Alves, que também comentou uma sugestão dada pelo próprio Tribunal. “Disseram que seria melhor que nos entendêssemos fora do Tribunal, pois o braço pode pesar mais para um, do que para o outro”, finalizou.

A Prefeitura de Ribeirão Pires foi questionada a respeito da grave, que já está prejudicando alguns bairros da cidade e disse que apenas a empresa Lara (Central de Tratamento de Resíduos Ltda), poderia responder sobre o assunto, mas que está acompanhando as negociações. Como medida emergencial a Prefeitura deslocou caminhões próprios para realizar a coleta de lixo na cidade.

Do lado da empresa, a informação veio de uma atendente do departamento comercial. O comunicado  diz que a empresa não se manifestará a respeito do assunto, mas que as negociações estão em andamento.

 

Por Ygor Andrade

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