Gerson faz balanço de mandato e prevê 2012 turbulento

Iniciando um novo ano com projeção de muitas movimentações políticas em Ribeirão Pires, o vereador Gerson Constantino (PSD), em uma entrevista exclusiva ao Mais Notícias, comentou como foi seu trabalho prestado na posição de presidente da Câmara Municipal. Além disso, em um ano de eleições, Gerson avalia que o bom relacionamento com o Executivo e a boa administração do tempo serão fundamentais para manter a Casa de Leis em ordem, operando com regularidade visando grandes benefícios para a cidade.

Presidente da Câmara quer ser lembrado pela boa administração da Casa de Leis

Confira a entrevista:
Mais Notícias – Fazendo um balanço do seu mandato, como vsa. avalia a sua transição de líder de governo para presidente da Câmara?
Gerson – Foi uma experiência ímpar para mim. Vim a me tornar presidente dessa casa com o apoio de amigos e não do governo. Houve embates, eu achava que era só tocar o barco, embora eu tivesse desejo por mudanças, o que tornou o trabalho mais árduo. As pessoas achavam que porque aqui é a “Casa do Povo”, poderia se comportar de qualquer forma, e não é assim.
Mais Notícias – Então você se baseou em algo para saber o modelo correto de administrar um órgão público?
Gerson – Sim. Há uma Lei Orgânica e um Regimento Interno que rege essa Casa. Tenho procurando andar de acordo com isso o que me causou alguns problemas nas duas primeiras sessões, já que munícipes vieram à Câmara para protestar. Vereadores precisam ouvir e intermediar os protestos, o que não nos libera de seguir as regras para isso.
Mais Notícias – 2011, como você avalia esse ano?
Gerson – Foi um ano extremamente positivo porque a Câmara ganhou um bom respeito. Ainda há criticas, mas os elogios são muitos. Quando assumi a administração, apresentei uma forma diferente de conduzir. Veja, cada um de meus antecessores somaram, de alguma forma, valores a essa edilidade, o que eu fiz foi seguir nessa linha.
Mais Notícias – Alguma ressalva em sua administração?
Gerson – Havia uma divida de 40 mil que quitei. Assim que cheguei precisei demitir assessores como determinação do Ministério Público. Os colegas que não são administradores e que cuidam apenas de seus gabinetes muitas vezes não entendem isso. Um segundo impasse foi a eliminação da verba de gabinete (R$ 2.400 mensais por vereador). Eu tinha que tomar uma decisão e contei muito com a atenção de cada vereador, apesar da pressão e da necessidade dos colegas. Hoje estamos dentro do que pediu o MP.
Mais Notícias – Durante todo o ano a Câmara manteve um bom relacionamento com o governo, como foi isso?
Gerson – Dada minha responsabilidade como presidente eu não falo mais apenas por mim, tenho outras dez cabeças e aí vem a complicação. Tenho que ter a responsabilidade de cuidar da Câmara respeitando o espaço de cada vereador e sem o diálogo pode haver embaraços. Muitos não entendem, mas isso tudo é fazer política, os Poderes tem que se relacionar. Mesmo tendo saído do PV minha amizade é próxima com a liderança do partido e tenho uma gratidão a essa legenda, porém eu tenho visão divergente.
Mais Notícias – E como foi a migração de líder de governo pelo PV para presidente da Casa pelo PSD, na oposição?
Gerson – O PSD me proporcionou o que eu precisava para meu desenvolvimento político. Esse partido tem um compromisso com um pré-candidato político, o vereador Saulo Benevides, então eu não posso divergir de um partido que me deu toda essa liberdade para trabalhar. Nós nos completamos, o que falta no Saulo, eu posso somar e o que falta em mim ele pode ajudar e dessa forma fazemos uma boa administração. A briga não é o caminho mais adequado.
Mais Notícias – Com as eleições às portas, esse será um ano um difícil, complicado ou sem novidades?
Gerson – Esse será um ano agitado, independente de eleições. Mas vejo dessa forma, assim como as dificuldades de 2011 foram superadas uma a uma, 2012 vai passar, depois de muito trabalho, superação de desafios e mudanças, chegaremos ao ano que vem para mais uma etapa da história da cidade. O que não quero é que amanhã, quando eu sair daqui, exista alguma pendência no TCE ou no MP. Espero que esse ano político não venha trazer turbulências ao comando da casa, mas quem define como será o rumo das coisas é o Executivo. Ele tem outro candidato que não o nosso, mas há um acordo para que não se misture as coisas. Toda a paz resulta em um bom governo, mas existem assuntos polêmicos que podem ser evitados.
Mais Notícias – Como você pretende encerrar seu mandato?
Gerson – Quero que no futuro as pessoas se lembrem de mim e de que eu administrei bem o que eu tive em mãos. No final do ano sairei daqui com a ficha de prestação de serviços muito boa, tendo cuidado do bem público com muito carinho.

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