Ferrenhos adversários políticos? Não na hora da morte

Por Nelson Camargo

Muitas vezes, em nossas discussões políticas, brigamos por esses ou aqueles. Acreditamos fielmente que estamos corretos. Defendemos esses ou aqueles, e alguns chegam até mesmo a entregar a vida, ou matar, para defender esse ou aquele.

No final das contas, muitos políticos se unem por um interesse comum: as mordomias, as aposentadorias especiais e outros benefícios que só cabem à classe política. Muitos políticos que se dizem adversários, e que se insultam e se acusam publicamente, na hora em que morre um ente querido, deste ou daquele partido, se unem em condolências, em nome de uma falsa solidariedade, como se eles não fossem culpados pelas desgraças que ocasionam ao país. Como se eles não fossem responsáveis pelas mordomias que representam grandes somas de desvios de recursos que obrigam o trabalhador a trabalhar mais, a contribuir mais, até a morte muitas vezes pelos roubos que eles causaram e continuam causando a nossa Pátria.

É natural que eles se unam no final das contas, pois, políticos desses ou daqueles partidos, da chamada esquerda ou direita, acabam, depois de um ou mais mandatos, usufruindo de mordomias que esgotam os recursos naturais da Pátria. Na verdade, como já dizia Tenório Calvalcanti, nem a morte iguala os homens e, como nós diríamos, a morte não elimina os crimes praticados contra o povo. CHEGA DE HIPOCRISIA! ABAIXO A FALSA POLÍTICA!

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