Está chegando a hora de decidir nosso futuro

“Cuidar de nossa casa é cuidar de nossas vidas”. Esta é uma frase clichê, mas que se aplica a situação de Ribeirão Pires. Temos hoje uma situação em que a cidade carece de cuidados intensivos, uma situação de semi-UTI.

Nossas praças estão malcuidadas, os pontos turísticos estão abandonados – ou fechados. A Saúde não funciona, a Educação, que vinha bem e em uma crescente interessante nos últimos anos, interrompeu a boa sequência após algumas medidas equivocadas do prefeito que, em quatro anos, verdade seja dita, mais errou do que acertou a frente do Paço – ou, como disse uma pessoa que já fez parte da gestão, “não capitalizou os acertos e sucumbiu frente aos erros”.

A população está percebendo tudo isso e, como mostra o levantamento feito pelo instituto Perfil Pesquisas, deve usar o meio permitido por nosso Estado Democrático de Direito, o voto, para mostrar sua insatisfação. Nada menos do que 62% dos munícipes acha a gestão Saulo Benevides (PMDB) ruim ou péssima. Um verdadeiro nocaute na intenção (remota) de ser reeleito prefeito de Ribeirão Pires.

Isso posto, a três meses para o fim de sua gestão, podemos buscar “n” explicações para o que pode ser classificado como “retumbante fracasso” de sua gestão. Talvez o principal deles tenha sido a demora para “iniciar” de fato a gestão que, desde seu primeiro ato – a posse – mirou nas dívidas da gestão Volpi para justificar as próprias falhas. Saulo alegou, em primeiro momento, que havia um débito de R$ 40 milhões que inviabilizaria sua gestão. Não respeitando a máxima de que “dívida não se paga, se negocia”, paralisou a cidade por meses a tempo de cometer o maior pecado de um gestor: deixar a população com saudade do antecessor.

Com isso, até que anunciasse a decisão de concorrer à Prefeitura de Mauá, Volpi foi considerado favorito à disputa em Ribeirão Pires e, caso estivesse na disputa, teria enormes chances de voltar ao comando do Paço.

Pois bem, se havia a preocupação de pagar aquele valor na posse, o que dizer do atual patamar da dívida que, estima-se está cerca de três vezes maior do que na origem? O que sabemos é que o sucessor, seja ele quem for, deve enfrentar o problema de frente, com sabedoria. Do contrário, terá uma cidade ingovernável como herança. Por isso, eleitor, é de suma importância que você vote com sabedoria e tenhamos uma cidade melhor. Voltando ao começo deste texto, fica a reflexão: devemos confiar nossa casa a quem, verdadeiramente, seja competente para cuidar dela, afinal, nosso futuro está a apenas alguns dias de ser decidido.

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