Escola Marli Raia Reis ameaça encerrar funcionamento

Alunos da Escola Estadual Marli Raia Reis, localizada no Jardim Santa Rosa, em Ribeirão Pires, informaram que estão sendo ameaçados pela diretoria de que não haverá funcionamento no próximo ano letivo. Essa ação irá causar prejuízos a alunos, professores e funcionários. O motivo seria o risco iminente de desabamento de um barranco próximo e a situação precária em que a escola se encontra.

Mesmo com risco iminente, os funcionários foram instruídos a negar a existência de problemas no local

“Devido aos deslizamentos de um morro próximo à escola, uma parte dela está interditada, para ser demolida. As salas de aulas foram divididas e estão funcionando duas onde era uma. A comunidade e os professores não têm a garantia de que haverá nova construção e correm o risco de ter que se deslocar para outras escolas”, explica Juscelino Oliveira, que utiliza os serviços da escola.

As pessoas que tentam realizar matriculas para o ginásio ou colegial (supletivo) do ano que vem recebem a informação de que não haverá atividades letivas em 2011, devido aos problemas citados. À reportagem do Mais Notícias, uma funcionária que prefere não se identificar, confirma a situação e revela que recebeu ordens de passar para a imprensa que não há nenhuma irregularidade no prédio. A Delegacia de Ensino e o Governo do Estado negam que exista qualquer tipo de problema, alegando que a escola funcionará normalmente no próximo bimestre.

A diretora Madga Cristina da Silva negou que existisse qualquer problema na unidade, não permitindo o acesso da reportagem às instalações da escola. Por meio de um comunicado aos pais, alunos e funcionários, a diretora determinou a interdição da cozinha, do refeitório, dos pátios, de três salas de aula, zeladoria e estacionamento, depois que técnicos e engenheiros da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e da Defesa Civil de Ribeirão Pires constatarem “risco de desabamento de grandes proporções na encosta dos fundos da unidade escolar, colocando em risco a vida de todos”.

Segundo a assessoria de imprensa do Estado, a FDE (Fundação para o Desenvolvimento Escolar) ainda está em processo orçamentário para concluir que tipo de serviço será aplicado na unidade. “A escola, que possui cerca de 500 alunos, está funcionando normalmente sem nenhum risco. Após avaliação, será decidido o que será da escola, se será fechada e os alunos transferidos ou se a reforma conclui-se antes do inicio do ano letivo”, explica a Secretaria de Educação. Caso a escola suspenda as atividades, os alunos serão transferidos para outro núcleo de ensino “sem ônus”.

A EE Marli Raia Reis atende pessoas carentes que estudam na região. Essa transferência é questionada pelos alunos uma vez que a escola mais próxima não teria condições de atender a demanda, ficando como opção outras entidades de ensino mais afastadas, onde o aluno seria obrigado a pagar pelo transporte.

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