Eletropaulo abandona terreno e causa transtornos à população

Moradores da Rua Lázaro Alves da Silva, na Vila Marquesa, reclamam dos problemas ocasionados por um terreno da Eletropaulo, abandonado e sem manutenção. Segundo vizinhos, a falta de limpeza do local faz com que uma significativa quantidade de animais como baratas, ratos e até mesmo cobras invadam as casas próximas ao local.

Mato alto chega a altura dos fios da própria Eletropaulo

Diogo Machado, morador do número 62 é o que enfrenta o pior drama: “Sofro a invasão de todo tipo de insetos na minha casa, são baratas, aranhas e outros bichos que invadem minha casa por conta do mato alto do terreno aqui do lado. Já liguei para eles muitas vezes e os mesmos só prometem que irão limpar, chegam até marcar data mas nunca cumprem”.

A Prefeitura também foi acionada pelos moradores, porém, como o local trata-se de um terreno particular, a Municipalidade nada pôde fazer.

Sem ninguém a quem recorrer, Machado chegou a pagar uma pessoa para fazer o serviço, mas também não obteve sucesso. “Eles não limpam o terreno e nem autorizam ninguém a limpar. Certa vez, contratamos uma pessoa para cortar o mato. Logo no primeiro dia de trabalho veio o fiscal e nos notificou, aplicando uma multa. Mais uma vez ficamos de mãos atadas”.

Segundo testemunhas, a última limpeza do terreno promovida pela Eletropaulo ocorreu no começo de 2010. De lá pra cá, a empresa nunca enviou alguém para cuidar do local.

Por conta do descaso, não só Diogo, mas outros vizinhos temem deixar crianças brincarem no quintal. “Recentemente encontramos uma cobra no meio dos brinquedos da minha sobrinha, está ficando muito perigoso andar no meu próprio quintal”, reclama o morador.

A AES Eletropaulo foi contatada por nossa equipe de reportagem e informou, em nota, que se compromete a enviar uma equipe de técnicos hoje ao local com o objetivo de avaliar a situação. Nossa reportagem questionou a empresa sobre como funciona o cronograma de limpeza dos terrenos urbanos por onde passa a via de fiação aérea em torres e o que a população deve fazer nesses casos, porém, até o fechamento desta edição, a empresa não respondeu nossos questionamentos.

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