É difícil falar aqui

Nos últimos dias, a comunicação em algumas regiões da cidade ficou impossível. Por conta de uma série de problemas com o serviço da Telefônica, um sem número de casas ficou sem telefone e sem internet, em mais um dos muitos problemas que a operadora, que detém um semi-monopólio na cidade tem causado à população.

O problema já não é novo. Desde o ano passado, aqui e ali, ouvimos queixas similares, como contas com ligações que não foram efetuadas e vem cobradas na fatura, telefones que tocam em casas alheias ou o Speedy, uma corruptela da expressão “o mais rápido” em inglês, andando a passo de tartaruga – ainda que no contrato a operadora se comprometa a fornecer apenas 10% da velocidade contratada.

Vamos usar uma parte de Ribeirão Pires como referência, o Centro Alto, que nos últimos quinze dias, entrou em polvorosa. Primeiro, por conta da explosão de um transformador na esquina entre as ruas Quintino Bocaiúva e Rubião Junior, depois por conta do “apagão” telefônico que gerou até mesmo uma cena inusitada: os moradores, sem ter a quem recorrer, reclamando com o técnico que, atônito, não sabia o que responder.

Não é de hoje que o serviço fornecido pela empresa espanhola, que mudará seu nome de fantasia para Vivo a partir do dia 15, está muito aquém do esperado, para não dizer ruim. A culpa, para muitos, é justamente daquele semi-monopólio, o fato de não haver concorrência para o serviço, o que faria a empresa “se acomodar” e não investir em melhorias tecnológicas para nossa rede, que está antiga e defasada.

O fio de esperança no horizonte reside na chegada – há muito propagada – da Net Serviços à cidade, com um serviço baseado em fibra ótica a um custo (espera-se) menor que o da Telefônica/Vivo. Pegando-se um anúncio famoso da empresa, há a oferta de acesso a 10 megabytes de velocidade por menos de R$ 60 em combinação com outros planos, valor esse R$ 24 inferior ao cobrado por 2Mb da do tradicional Speedy.

O que se espera é que esse ganho de qualidade realmente aconteça. O que não pode acontecer é a manutenção do estado atual, com os ribeirãopirenses vendo seu suado dinheiro sumir nas mãos de uma empresa que não fornece o mínimo: um serviço satisfatório.

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