A dupla derrota sindical

A condenação de Lula representa dois importantes marcos na história: o fim da era sindical e o fim da impunidade dos poderosos.

Esta não foi uma semana fácil para líderes sindicais de todo Brasil, especialmente aqueles aguerridos senhores e senhoras que atuam na região do Grande ABC. Em um curto intervalo de apenas três dias, os sindicalistas foram testemunhas do fim do imposto sindical, que garantia “legalmente” exorbitantes arrecadações aos diferentes grêmios espalhados pelos rincões do país, e assistiram o líder supremo da esquerda popular brasileira, Lula, ser sentenciado a nove anos de prisão por envolvimento comprovado em esquema de corrupção.

A Reforma Trabalhista, sob muitos aspectos, foi benéfica ao trabalhador, tendo em vista que os direitos constitucionais foram preservados e entraves inspirados em uma regulamentação fascista do meio do século passado foram retirados. A nova legislação dá maior autonomia ao empregado, reduzindo o poder e atuação do Estado nas relações patrão/empregado, o que soa como um discurso marxista, embora veementemente combatido pela esquerda sindical.

Mas apesar de muitos benefícios, os sindicatos tem lá suas razões para reclamar. Alguns pontos da nova lei ainda são absurdos. Veja este: mulheres grávidas poderão trabalhar em ambiente insalubre desde que liberadas por um médico. Fica no ar a dúvida de quem foi o responsável de sugerir tamanho asneira. Porém, ao colocar na balança, a Reforma veio em boa hora e coloca a produção trabalhadora nacional no rumo da produtividade em massa, que é o combustível da economia do país.

Quanto ao ex-presidente Lula, sua condenação representa dois importantes marcos na história: o fim da era sindical e o fim da impunidade dos poderosos.

A Operação Lava Jato tem mostrado o relacionamento promíscuo entre partidos políticos, grandes empresas e forças sindicais, que juntos integravam uma rede de corrupção que assolou o Brasil. Os sindicatos estão perdendo força, os políticos estão em descrédito e o empresariado está voltando ao local de onde nunca deveriam ter saído, dentro da muralha que separava a iniciativa privada do Poder Público. E dessa forma, a corrupção generalizada, institucionalizada e impulsionada (ou mesmo profissionalizada) nos áureos anos de governo do Partido dos Trabalhadores, vem chegando ao fim.

Aliás, Partido dos Trabalhadores que, depois de tudo o que foi revelado, nunca representou os trabalhadores, mas sim usurpou deles o poder e transferiu para alguns corruptos a força manipulativa com total sustentação dos sindicatos.

Felizmente e finalmente estancou-se esta  hirsuta sangria.

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