Doenças em pets relacionadas à enchentes

Poucos sabem mas um dos papéis mais importantes na atuação do médico veterinário está relacionado a educação social e saúde pública.

Nos países em desenvolvimento, a alta densidade populacional nos centros urbanos geram maior quantidade de lixo e esgoto que, se mal direcionado, pode se tornar um problema de saúde pública por propiciar a aglomeração de animais transmissores de doenças em busca de alimentação advinda do lixo e dejetos, além deste lixo causar enchentes por entupimento das vias de escoamento de água em algumas épocas do ano.

Neste ano observamos no ABC paulista casos de deslizamentos e enchentes em grandes centros urbanos, e junto com água e a sujeira vem as doenças infectocontagiosas no momento da enchente e posteriormente pela água parada.

Leptospirose – doença transmitida por uma bactéria (Leptospira) presente na urina de ratos e animais silvestres. A transmissão se dá pelo contato com a urina contaminada presente no solo e água. A bactéria penetra no organismo através de feridas na pele, contato com olhos, nariz e mucosas. Os principais sintomas são Febre, D

dores de cabeça, muscular e abdominal, náuseas, vômito, falta de apetite, diarreia, tosse, calafrios, olhos vermelhos e inchados e icterícia. Em casos mais graves a pele pode adquirir tom alaranjado e causar óbito. Cães e gatos também podem contrair a doença que pode ser prevenida através de vacinação.

Hepatite A – é a forma infecciosa de hepatite. É transmitida pelo vírus VHA presente em material fecal infectado. Os principais sintomas são pele e olhos amarelados, febre, dores abdominais, náuseas e vômito constante, falta de apetite, urina escurecida,fadiga, dor nas articulações; diarreia que se mantém durante cerca de um mês. A doença pode ser evitada com vacinação para grupos de risco

Febre tifóide – infecção causada por uma bactéria (Salmonella typhi) que aloja-se no intestino e no sangue. Está presente nas fezes de animais e pessoas contaminadas. Os sintomas evoluem com o passar das semanas e progressão da doença. Na primeira semana os principais sinais são febre alta, mal estar, dores de barriga e cabeça, forte diarréia, e tosse seca. A partir da segunda semana pode causar forte sensibilidade abdominal por aumento do fígado e baço, agitação motora, manchas rosadas pelo corpo, fezes com sangue, exaustão calafrios, confusão mental, humor instável e fraqueza muscular. Caso não haja tratamento dentro de três sintomas a doença pode evoluir para hemorragia no trato gastrointestinal, úlceras intestinais, insuficiência renal, peritonite, trombose e choque séptico levando à óbito.

Dengue – após enchente, o acúmulo de água parada é fator agravante para os casos de dengue. A doença é causada por um vírus (Arbovírus) transmitido pela picada do mosquito (Aedes aegypti) contaminado. Os sintomas iniciais são similares a de um gripe comum podendo agravar em 7 dias causando hemorragias espontâneas e óbito em casos mais graves.

Precauções:

Evitar contato com as águas e lama das enchentes; Proteger os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos; Descartar medicamentos e alimentos que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados; Procure beber sempre água potável, que não tenha tido contato algum com as enchentes, e a utilize no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano. Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por ao menos um minuto, ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água.

É de extrema importância a coleta seletiva para evitar transtornos como enchentes onde a água contaminada com lixo e dejetos podem transmitir graves doenças à população.

Esteja atento a frequência da coleta de lixo na sua região e cobre as autoridades em relação ao saneamento básico e esgoto.

Colaboração: Lia Silva – estudante de veterinária, tosadora e proprietária de petshop.

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