“Clóvis sonha com uma nova eleição por medo de auditoria”, declara Saulo

O prefeito eleito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB) tem rebatido a decisão do atual chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), em suspender os trabalhos de transição por conta do processo que corre contra Saulo nos corredores do TRE-SP. Para o peemedebista, a atitude do governo não se dá por conta do processo, mas sim por temor quanto a uma séria e

Parecer desfavorável da Procuradoria Regional pôs freios no processo de trânsição

criteriosa auditoria que Benevides garante que será feita assim que assumir o comando da Prefeitura.

Mesmo com a paralisação no fornecimento de dados à sua equipe de transição, Saulo garante que cedo ou tarde terá acesso às informações de que precisa para avaliar se houve ou não má gestão por parte da atual Administração. Para o prefeito eleito, o processo de cassação tem sido usado como desculpa. “O Clóvis sonha com uma nova eleição por medo da auditoria que vamos fazer”, dispara contra o ex-adversário. “Seremos rigorosos na analise de contratos e outras despesas da Prefeitura, se não há transparência, acho que tem alguma coisa que estão querendo esconder”, completa.

Por sua vez, Volpi rebate informando estar apenas inseguro com a situação de conceder dados sigilosos a uma pessoa que pode não assumir o cargo de prefeito. “Tem indefinição jurídica e como vou abrir para uma pessoa que não sabemos se estará aqui (gabinete do prefeito) no ano que vem?”, questiona Clóvis Volpi. O verde então explica que manterá a abertura apenas para os vereadores que, via ofício, solicitarem as informações, uma vez que esses poderão ser responsabilizados pelo destino do conteúdo adquirido.

Assim, apenas os vereadores Koiti Takaki, que encabeça a transição e Vicentinho (PR) futuro secretário de Administração, devem adquirir as informações necessárias para realizar o ato transitório, mas isso não sem um burocrático entrave. As informações mais procuradas dizem respeito a contratos na área da Saúde e Infraestrutura.  Segundo Takaki, contratos com ONGs, OSCIPs e outras entidades que prestaram serviços à Municipalidade entre os anos de 2005 e 2012.

Caso seja encontrada qualquer irregularidade, Benevides garante que encaminhará denúncia ao Ministério Público. “Vamos entrar com ação de improbidade administrativa pedindo a devolução do dinheiro aos cofres públicos”, ressaltou o futuro prefeito.

Atualmente os bens do prefeito Volpi se encontram bloqueados pela Justiça por suspeitas de mal uso de verbas públicas através de contratos com entidades do terceiro setor.

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