Capítulo final da novela termina com indicação de Dedé

Finalmente o prefeito Clóvis Volpi (PV) se decidiu. Após uma reunião com os chefes dos partidos aliados ao governo (PV, PR, PDT, DEM, PTB, PSB, PCdoB, PRP e PTN), o nome do atual vice-prefeito de Ribeirão Pires, Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha, foi escolhido para ser o pré-candidato do governo como postulante ao cargo de prefeito nas eleições 2012.

Após uma série de reuniões, realizadas no gabinete do prefeito, em cafés e até em uma mansão no Guarujá, a liderança aliada optou por escolher Dedé como o candidato da chapa. Em nota oficial, o grupo esclarece que a escolha levou em conta o histórico de comprometimento de Dedé para com a cidade, seu pensamento inovador e suas atitudes arrojadas. “Temos convicção de que o Edinaldo continuará o trabalho de recuperação econômica, gestão financeira e ampliação dos serviços de educação, saúde e cultura”.

O PPS não foi convidado para a reunião para que sua presença não influenciasse a decisão dos presentes

Liderando um dos mais influentes partidos do governo, o PR, Nonô Nardelli comenta que as escolha agradou o grupo já que dentre os possíveis nomes, Dedé foi o que mais se destacou nas pesquisas. “Eu era candidato e não atingi o que era esperado. Não posso ter vaidades e afundar todo o grupo, eu tinha 6% e abri mão da candidatura. O Dedé se saiu melhor que eu, o Banha e a Rosi e estou satisfeito com a indicação. Queremos o bem da cidade e o grupo sai unido, acredito que o Dedé será um bom representante”, comentou Nonô.

Já o prefeito, que colocou o peso de sua decisão no mesmo nível dos demais chefes de partido, disse também estar satisfeito. “O Dedé não se rebelou contra o sistema e foi ganhando a simpatia dos partidos. Um vice-prefeito que aturou tanto tempo de indecisão foi uma prova de fogo, de paciência, de lisura e isso pesou muito”, relatou Volpi.

Segundo o prefeito, nomes de fora do grupo não estavam envolvidos na votação. Quanto a uma possível composição com o Saulo Benevides (PMDB) Clóvis Volpi apenas afirmou que houve algumas conversas, mas que o grupo não abriria mão de uma escolha democrática. “Conversei com o Saulo e com o Copina cinco vezes. Eu disse claramente qual era o sistema, que seria democrático e que não haveria um candidato de ‘bolso de colete’, não haveria imposição de um nome”, declarou o verde.

A indicação sobre quem será vice de Dedé será decidida em abril, pelo mesmo grupo, embora o nome não precise ser do grupo.

Risco – Embora o grupo tenha aceitado, por unanimidade, a escolha de Dedé, é evidente a preocupação sobre o futuro político da Situação. Dedé está com sérias pendências no Tribunal de Contas, acusado de mal uso de verba pública quando atuava como presidente da Câmara. Isso poderá atrapalhar tanto a campanha quanto uma possível gestão no caso da vitória governista. A nova lei da Ficha Limpa poderá impugnar a candidatura de Dedé ou cassar seu mandato. O risco de futuros problemas deixou algumas lideranças com um mau pressentimento.

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