Cada um fazendo a sua parte

O prefeito Clóvis Volpi disse e pelo que se escuta nos corredores do Festival do Chocolate, a opinião é compartilhada: o evento chegou muito próximo do formato ideal. Mas um ponto está pegando e impedindo que a aprovação seja completa: o método de troca de ingressos.

A 7ª edição do Festival do Chocolate veio com uma nova proposta: dar preferência à qualidade e não quantidade, por isso, a capacidade para oito mil pessoas nos shows. Provavelmente, se o número de convites fosse maior, maior também seria o tumulto, a probabilidade de confusões e o risco ao bem estar. Quanto ao esgotamento rápido, não há motivo para espanto. Shows internacionais, cujos ingressos custam mais de R$ 300, acabam em pouquíssimas horas. Entradas para bons shows sendo disponibilizados praticamente de graça, nem que os cambistas não existissem e a quantidade fosse limitada os ingressos ficariam disponíveis por muito tempo. Ah, os cambistas, o grande “x” da questão; aqueles que vêem em qualquer circunstância, a chance de lucrar em cima dos outros. Limitar o número de entradas? O cambista levaria com ele a família e amigos na fila e acabaria saindo com os bolsos cheios do mesmo jeito. Controlar a mente perversa da malandragem é um tanto quanto difícil.

O evento mais tradicional da cidade e que ganhou destaque em todo o Estado, conquistou tanta credibilidade porque ano após ano ousou, experimentou fórmulas. Dessa festa que termina neste domingo (14), os organizadores tirarão lições, e o método de troca de convites, diante de tantas manifestações, certamente será um dos pontos a serem mais bem analisados. Mas não cabe apenas à eles reverem os conceitos. Os cambistas só estão agindo porque há consumidores de suas “mercadorias”.

Um dos destaques da festa é o policiamento por toda parte. Sendo assim, os visitantes, por mais desespero que estejam para verem seus artistas preferidos, devem chamar a polícia, a Guarda Civil Municipal, enfim, denunciar esse abuso da maneira que estiver ao alcance.

O Festival está chegando ao fim, e já não há mais como mudar o esquema de troca de ingressos, mas ainda há tempo para coibir a má fé das pessoas, aliás, isso não tem prazo para acabar, todo dia é dia de agir corretamente.

Que a SEJEL (Secretaria de Juventude, Esporte, Lazer, Cultura e Turismo de Ribeirão Pires) pense em uma maneira de atender melhor o público que quer assistir aos shows, mas que o público também faça a sua parte. Reivindicar e dar sugestões ajuda a resolver o problema; comprar ingresso das mãos de cambistas, definitivamente não.

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