Além do Mais – 20/02/2014

Arroz queimado?

Na sessão de ontem, o vereador Renato Foresto (PT) cobrou uma postura mais incisiva de seus pares em relação à fiscalização. Em alto e bom som mandou o aviso na tribuna: “temos que fiscalizar os atos do executivo. Se temos conhecimento de um fato é dever do vereador não prevaricar”. Será que tem algum edil “fazendo arte” ou consentindo com o que não deve por aí? Será que tem arroz queimado no ar?

Tiro ao pombo

Seja lá como for, a discussão esquentou e tomou uma proporção um tanto quanto perigosa, já que houve, de certa maneira, um contra-ataque quando um dos pares de Foresto afirmou que havia um membro do PT que estaria integrando a Secretaria de Cultura na cidade. O alvo até foi certo, mas a mira foi errada. O cidadão em questão estará no Conselho Municipal de Cultura, cargo não remunerado e eletivo…

O escriba misterioso

Outro assunto em pauta foi o processo que o prefeito Saulo Benevides (PMDB) abriu contra os administradores de um grupo virtual da Internet por conta de acusações pessoais feitas contra ele a fim de identificar quem está por trás de um perfil falso que, aliás, se disse “próximo” ao mandatário ribeirãopirense. Aliás, dizem por aí que o “escriba misterioso”, quando tiver sua identidade revelada, terá que responder a um verdadeiro calhamaço de processos…

Sheherazade e a violência

A atual jornalista mais polêmica do Brasil, a paraibana Rachel Sheherazade, do SBT, também esteve no foco das discussões com um discurso sobre a segurança pública que esteve a cargo do vereador Jorge da Autoescola (DEM). Concordando (em parte) com a nossa colega de trabalho, ele refutou a quinta posição de Ribeirão Pires no ranking estadual da criminalidade, afirmando que o problema não é local, é nacional, citando uma conversa recente com o delegado da cidade. Bem, não importa de onde vem o problema, mas sim que ele seja resolvido…

Pela culatra ou no pé?

Esta semana, o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, realizou uma palestra em São Caetano que, a princípio, discutiria o papel do Grande ABC como potência regional. Entretanto, o assunto, após leve pincelada, foi esquecido. Em seu lugar, aproveitando estar no “berço rival”, o tucano não poupou críticas ao PT. Empolgado acabou dando um tiro pela culatra, ao criticar uma invenção de seu governo, o Fator Previdenciário que, na prática, dilapida as aposentadorias dos brasileiros, classificando-o como “invenção ruim”. Seria um tiro no pé ou uma crise de consciência?

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