Além do Mais

Tirando o corpo fora I

Não é raro ouvir a expressão “o povo não tem memória”. Justamente por isso, alguns incautos insistem em tentar provar que o dito popular é verdadeiro. Pois bem, o “azulzinho”, na última sexta, atacou a gestão Volpi por ter deixado como herança a Saulo Benevides dívidas e um concurso público questionado pelo Tribunal de Contas que pode causar a demissão de até 517 concursados.

Tirando o corpo fora II

Mas, como nossa massa encefálica está em dia e a memória não falha, lembramos ao leitor que o vice se chamava Dedé da Folha. Logo, ele era parte da administração e, se houve algum tipo de ato falho, deslize ou irregularidade, o outrora “reizinho” é (para dizer o mínimo) co-autor, já que era o braço-direito, candidato da situação e, silenciando ou não, endossou os atos podendo, inclusive, ser citado em eventuais processos. E não adianta agora querer tirar o corpo fora e “grudar” no atual prefeito. O povo não se esquece.

Ausentes

Em que pese a pouca importância das administrações recentes em relação à Festa do Pilar, o público presente e a imprensa não poderiam deixar de notar a ausência de qualquer representante do Prefeito na cerimônia de abertura da festa. O comandante do Paço é evangélico, o que de certa forma explica sua ausência em uma festa católica. Mas e a vice?

Onipresente

O ex-prefeito Kiko que, nas últimas eleições conseguiu eleger seu sucessor, Gabriel Maranhão, parece que não perdeu o apego pelo palanque. Prova disso foi sua presença ao lado do atual alcaide nas festividades em comemoração aos 49 anos de emancipação de Rio Grande da Serra.

Lembrança que rende frutos

A sua presença teria também outro motivo. Ano que vem, teremos eleições e não é segredo algum que Kiko deseja alçar voos mais altos em sua carreira política. Para isso, os votos de Rio Grande, aliados aos de Diadema (e, porque não, os de Ribeirão Pires) serão fundamentais para a realização deste sonho.

De carona

Na cidade, há outro nome conhecido que deseja trilhar este caminho: o de Claudinho da Geladeira. O candidato, aproveitando a fama que ganhou de “Queridinho de Lula”, com direito a manchete no portal UOL, deseja tentar amealhar votos nas duas cidades, além de uma parte deixada pelo prefeito de Mauá, o também petista Donisete Braga que, por motivos óbvios, não voltará a Assembleia.

O escolhido

Muitos pensam que as cidades deveriam se unir em torno de um nome de consenso, pensamento que é compartilhado por Claudinho da Geladeira e por muitos outros. A questão é que todos querem ser o tal “escolhido”. Desta maneira, os cerca de 110 mil votos distribuídos pelas cidades ficam “soltos” a espera de candidatos. E muitos deles, diga-se de passagem, ainda acham que Ribeirão Pires é Ribeirão Preto…

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