2014, um ano de mudanças

Para muitos, o ano de 2013 foi negativo em vários aspectos. No futebol, à exceção da torcida do Cruzeiro, todas as demais lamentaram esta edição do Campeonato Brasileiro, repleta de partidas fracas e um lamentável final onde o resultado de campo foi decidido pelo “tapetão” que (coincidência ou não) favoreceu o Fluminense (outra vez). Na Construção Civil, inúmeras mortes ao ritmo da aceleração das obras. Na sociedade, aumento da criminalidade e protestos que não deram em nada além de transtornos nas ruas.

E, na política? Recém-empossados prefeitos lamentando dívidas herdadas, queda de arrecadação (muito por culpa dos incentivos dados pelo Governo Federal para resguardar alguns setores da economia) e freio de mão puxado nos investimentos, deixando muitos cidadãos que esperavam por uma mudança imediata com certo ar de decepção.

Em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, não foi diferente. Para cobrir o déficit e viabilizar investimentos, ambos os prefeitos, Saulo Benevides e Gabriel Maranhão, respectivamente, fizeram bom uso de seus contatos, ministros, deputados e até mesmo o vice-presidente da república, além do Consórcio ABC, garantindo emendas e a chegada de investimentos para o próximo ano.

E aí que está a chave, em especial para Benevides que teve um início com muitas críticas que vem superando. O ano, marcado pelas eleições presidenciais, pode lhe ser muito grato, em especial por conta das alianças em instâncias superiores, uma vez que seu partido, o PMDB, está aliado com os dois lados. Em São Paulo caminha com o PSDB de Geraldo Alckmin, e nacionalmente com o PT, de Dilma Rousseff. Isso pode, em boa parte do ano lhe render um período de calmaria em relação aos ataques opositores e lhe dar tempo – o bem mais precioso – para colocar seus planos em prática.

A cidade tem a promessa de receber um novo viaduto, asfaltamento de diversas vias, o teleférico e, em breve, entrará em discussão a Cidade Encantada, complexo de entretenimento que será alvo de audiência público no próximo dia 9 de janeiro. Se tudo o que se desenha se realizar, Ribeirão Pires pode ter uma cara nova – e melhor – muito em breve.

Cabe a ele aproveitar a “calmaria” para fazer do segundo ano o primeiro, lembrando que agora ele tem previsão orçamentária elaborada por sua equipe, conforme as necessidades de seu governo. É uma oportunidade única que (espera-se) nem ele nem sua equipe irão deixar passar. E que venha 2014!

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