“O Saulo passou pelo PV, ele nunca foi PV”, fala Clóvis Volpi

O vereador Saulo Benevides deixou o PV na última segunda-feira (15) e, como vem fazendo há certo tempo, não poupou críticas ao prefeito Clóvis Volpi (PV), afirmando que o Chefe do Executivo, apesar de não ser o presidente da sigla, conduz a mesma de forma ditatorial e que a presidência da legenda é sua refém.

Para Volpi, as falas do parlamentar mostram que ele conhece muito pouco do partido. “Ele ficou no partido brigando com o partido, então, não conhece a história (da sigla). Quando as pessoas não conhecem um assunto, não devem se envolver com aquele assunto. Ele acha que quando a gente opina e essa opinião não é favorável a ele, ela é ditatorial, não é assim. O partido tem opiniões, atitude, então, o Saulo desconhece a vida do partido.

Clóvis Volpi diz que o PV não deve pedir o mandato de Saulo. “Estou colaborando com o Saulo, ele deveria ser mais agradecido”

O Saulo passou pelo PV, ele nunca foi PV, e passou, evidentemente, por conta de algum interesse – ele tinha o interesse de ser candidato a deputado estadual em 2006, eu o apoiei -, então, ele ficou no partido. Ele tinha interesse em ser agora candidato a prefeito pelo PV, mas havia e há um critério que é de aguardar para que o tempo mostre quem são os melhores candidatos. Eu acho que ele passou pelo partido com o sentimento de que seria a figura central neste momento, e confesso que poderia ser, mas faltou paciência à ele. E assim será no outro partido que ele for, quando o partido não fizer aquilo que ele quer, esse é o grande problema”, falou, completando: “O partido não pode ser refém de um cidadão, o partido não é refém do Clóvis Volpi. Se o PV amanhã quiser lançar um candidato à prefeito e eu tiver outra preferência ou outro partido, o partido pode lançar candidato. Não preciso compartilhar, mas o partido tem essa força. Sou um membro do partido, aliás, não estou nem na Executiva mais, então, você vê que não tenho absolutamente poder nenhum para ficar infiltrando”.

O prefeito afirma que a sigla não deve pedir o mandato de Saulo. “O Saulo quis sair. A forma democrática de deixar as pessoas se envolverem com política é você não cercear. O PV não pediu a cadeira da Vanessa Damo, nem do Guilherme Mussi (deputado federal que deixou o PV recentemente)… Acho que a linha do PV é: quer sair, deixa sair, não fica segurando juridicamente. Estou opinando neste momento favorecendo o Saulo, para ele não ter o desgaste de contratar um advogado, de ficar indo na Justiça… Estou colaborando com ele, ele deveria ser mais agradecido”.

Em breve, o Partido Verde de Ribeirão Pires perderá mais um representante na Câmara Municipal: o vereador Koiti Takaki está com tudo pronto para filiar-se ao PSD, sigla recém-criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Nesse caso, o parlamentar não corre o risco de perder o mandato, já que a Justiça Eleitoral autoriza a troca nessa situação. Volpi não vê as saídas como uma crise ou enfraquecimento da legenda. “Sai o Saulo, entra outro; sai o Koiti, entra outro. O partido não é uma pessoa, é um conjunto. Não vai abalar em nada, ao contrário, vai abrir oportunidades para outras pessoas virem ao partido”, concluiu.

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